O Toque da Cura Energizando o Corpo, a Mente e o Espírito através da Arte do Jin Shin Jyutsu – Parte 7

07 – PROFUNDIDADES E ATITUDES

A matéria é o nível mais baixo do espírito;o espírito é o grau mais elevado da matéria

A imensa abrangência do Jin Shin Jyutsu se evidencia principalmente através do conceito das profundidades. As profundidades são um instrumento de cura prático e ao mesmo tempo um meio para compreendermos como viemos a existência e como nos mantemos unidos à fonte da vida.

Podemos entender as profundidades como dimensões de ser, cada uma sendo responsável por um conjunto específico de funções no corpo, na mente e no espírito. Essas dimensões interagem entre si e são interdependentes. Além disso, cada dimensão serve de base direta para a seguinte. As profundidades revelam assim a ordem implícita da vida e nos possibilitam compreender a intenção que está por trás de cada dimensão do nosso ser.

As profundidades também descrevem o processo pelo qual a energia adquire forma, o espírito se transforma em matéria e como cada etapa na criação se constrói sobre a etapa precedente. Embora definamos cada profundidade como um estágio da criação, devemos lembrar que nunca nos separamos de nenhum estágio, de modo que mesmo as formas mais difusas de energia pura se mantêm unificadas com o corpo físico. Cada profundidade interage com as demais para sustentar e integrar a experiência humana. Em resumo, o interrelacionamento das profundidades revela a ligação entre a realidade física e a não-física, entre os pensamentos e a substância e entre o universo e o indivíduo.

Vamos nos deter por um minuto e imaginar que nossa origem é uma fonte infinita de energia. Na verdade, é precisamente assim que a ciência moderna teoriza sobre o modo como viemos à existência. De uma perspectiva científica e cosmológica, o universo começou com o assim chamado Big Bang, uma gigantesca explosão de energia que criou toda a matéria existente. Antes do Big Bang, o universo existia como energia ilimitada e indiferenciada. No seio dessa energia ilimitada estavam as sementes para possibilidades infinitas de criação. Essa energia ainda existe e é conhecida no Jin Shin Jyutsu como a nona profundidade. Cada um de nós ainda está unido à nona profundidade; cada um de nós ainda está conectado, por assim dizer, com esse potencial original de energia pura.

O processo pelo qual essa energia universal se individualiza e se torna manifesta recebe o nome de condensação. Ao condensar, a energia vital passa por vários estágios de contração para, então, aparecer como matéria. Esse processo de contração começa na oitava profundidade. Freqüentemente, a oitava profundidade é chamada de ponto. Esse nome transmite a imagem de um ponto em que a vasta e ilimitada energia da nona profundidade começa a se concentrar – a fonte incognoscível de todas as fontes.

Na sétima profundidade, a energia vital se condensa na “luz do Criador”. Essa profundidade nos provê a centelha de vida que anima o corpo físico. A imagem que melhor oferece um vislumbre da sétima profundidade é o afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina em que a mão de Adão procura tocar a mão de Deus. Entre os dedos de Adão e o de Deus há um pequeno espaço, uma sinapse, que a centelha de vida transpõe para trazer vida à carne. A Sétima profundidade está também associada ao sol e à luz.

Da sexta à primeira profundidade, a energia vital se adensa em vários aspectos da forma humana. Em si, cada uma dessas profundidades abrange todas as funções espirituais, físicas e psicológicas de nossa experiência humana. No plano físico, por exemplo, cada profundidade é responsável pela criação e manutenção de um conjunto específico de funções orgânicas.

Cada uma dessas seis profundidades também tem correspondência com uma atitude específica. No Jin Shin Jyutsu, o termo atitude se refere a uma reação emocional constante, como medo ou raiva freqüente. A natureza inflexível, obstinada, das atitudes é a principal causa da desarmonia. Conseqüentemente, quando uma atitude determinada se torna predominante, a profundidade a ela relacionada entra em desequilíbrio. Esse desequilíbrio, naturalmente, pode afetar negativamente a função específica do órgão que é governado por aquela profundidade.

Felizmente para nós, o inverso também é verdadeiro: quando equilibramos uma profundidade, livramo-nos também do fardo da atitude que lhe é associada, que pode, por sua vez, corrigir qualquer desarmonia que possa estar afetando o órgão com ela relacionado. Como as seis primeiras profundidades podem ser reguladas por área específica em nossa mão, equilibrar uma profundidade é simplesmente fazer a conexão com um de nossos dedos ou com a palma da mão.

O que é um exame mais aprofundado das seis profundidades restantes. Nossa análise convergirá principalmente para os órgãos e atitudes específicos de cada profundidade. Entretanto, como as profundidades também se relacionam com os elementos que compõem a terra e os céus, elas também comportam diversas outras correspondências. Assim, cada uma das seis primeiras profundidades está associada a uma cor, um planeta, um elemento e uma estação específicos. O diagrama de cada profundidade ilustra toda a variedade de associações não incluídas em nosso estudo.

Ao reportar-se a esses diagramas, lembre-se de que cada associação pode apontar-nos as necessidades numa profundidade determinada. Uma aversão ou atração extremas por uma com específica, uma tendência a cansar-se num dia determinado da semana, uma forte preferência ou rejeição por um certo sabor, tudo isso chama a atenção para um desequilíbrio da profundidade em questão. Por exemplo, ter sempre um desejo incontrolável por coisas doces está associado a um desequilíbrio da primeira profundidade.

 

 


Fonte: Alice Burmeister e Tom Monte O Toque da Cura Energizando o Corpo, a Mente e o Espírito através da Arte do Jin Shin Jyutsu® Prefácio Mary Burmeister Tradução Euclides L. Calloni

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